Espiritual Archaeology

Wellcome my dear friends!
Enjoy the archaeological thinking exercise... I'm glad to see you all here, if you like, please follow.






domingo, 5 de dezembro de 2010

Arqueólogo Sem Pressa!



Meu novo post é sobre a principal causa de quem comete sérios deslizes. Estou falando da pressa. Hoje tudo é muito corrido, acelerado, veloz. Esse ritmo não combina com a Arqueologia. É interessante observar o desespero do colega ao lado tremendo de medo de não conseguir entregar o relatório a tempo: receita do desastre. As novas configurações dos prazos terminaram com algumas das excelentes Arqueologias que existiam. Tudo por causa da tão malfadada pressa.

Não encontro argumentos para entender a pressa nas ciências humanas. Se você é aquele arqueólogo, acostumado a escavar de pincelzinho e colherzinha de pedreiro... daí chega seu coordenador e diz: Anda logo que temos que entregar o relatório receita de bolo até terça-feira... Arqueologia não é brinquedo e você tem o direito de escavar na velocidade que bem entender.



O mesmo acontece com as prospecções arqueológicas, você já viu?? A aplicação de poços-teste numa LT? Parece mais uma corrida para ver quem faz mais buraco numa linha reta... ahhh. Isso não é Arqueologia. Presta atenção meu irmão!!! Olha para os lados! Tem mais. Se não fizermos tudo certinho: buraquinho por buraquinho, dentro da medida certa, no prazo certo, sabe o que acontece? Vamos todos perder o emprego, a programaçãozinha automática do sistema!!! Porquê? Por causa de um relatório que tem que ser entregue na data certa.

Posto isso, como tratamento de choque, gostaria de frisar o seguinte. Abra mão da pressa, como eu abri. Faça devagar, com amor, com carinho. Nenhum manual de Arqueologia sugere que você escave com pressa ou que escreva milhares de relatórios até o final do mês. Relaxa, você não vai mudar a Arqueologia Brasileira com a sua velocidade the flash. Se não conseguir acabar com a pressa, controle-se, mas não transmita ao outros. Quem faz Arqueologia com pressa pratica a destruição através da desatenção.



Por isso você vai ter que escolher um caminho. Agir na velocidade apropriada, respeitando os colegas e o seu time. Desacelerar um pouco e ouvir os sons dos sítios arqueológicos. Que provavelmente você passou por cima e nem viu. Ou então continuar nesse stress da pressa, o que para mim não faz nenhum sentido.

Visite um sambaqui, ou um paredão de arte rupestre. Faça o exercício. Experimente ficar lá, sem pressa, na calmaria, escutando o som dos pássaros, do vento nas árvores; experimente ser mais você. É preciso tempo para liberar o arqueólogo que há em nós. E quando alguém lhe pedir para ir mais rápido, para acelerar, para ter PRESSA, manda logo meditar! A pressa é dele, ele que precisa conviver com ela, não você. Resumo: Pressa não combina com Arqueologia.



Não confunda a falta de pressa, com coragem e arrojo científico. Porque existe o malandro, o relaxado e o nó cego. Estes três sujeitos, conhecidos de todos nós, não estão nem aí para velocidade da pesquisa. Procure ser arrojado, dinâmico, pró-ativo, servidor e simpático, porque, do contrário também estamos em maus lençóis.

Nunca deixe um colega pra trás (aprendi isso com um grande amigo meu). E quando entrar em campo, entre alerta, consciencioso, atento; com todo o seu coração; com força e determinação, mas sem pressa por favor...



Treine a sua mente e seu corpo o seguirá na velocidade que desejar. Caso isso não funcione faça como Miguel de Cervantes - Elimine a causa, e o efeito cessa.

Um abraço a todos e PAZ!
MSN: marlonpestana@hotmail.com
Deixei um vídeo pra motivar a galera estressada aí embaixo...

3 comentários:

  1. http://www.youtube.com/watch?v=yX39J_YyKbs

    ResponderExcluir
  2. Genial, Marlon.
    Falou tudo, e usou o vocabulário certo.

    ResponderExcluir
  3. Muito bom Marlon! É preciso se indignar mesmo, porque alguém revoltado é alguém que realmente se importa, que não fica indiferente. E sabemos o quanto tu te importa em pensar arqueologia.

    Abaixo a Arqueologia fast-food!

    ResponderExcluir